21 May 2008

Autobiografia

Saudades do mundo que nunca tive. Esta é uma frase que me encontrou há já uma data de anos e pela qual cresceu um grande sentimento de empatia. Por aquilo que nega, avaliza e sugere. Uma triplicidade nada trivial, diria até. Na verdade, assenta-me que nem uma luva pouco burguesa. Idealista, mas sensata o suficiente para não cair em devaneios baratos, procuro sempre aquilo que parece que já se esvaneceu e/ou pereceu. Desce assim por mim uma sensação fria de nostalgia, que trespassa os ossos e, lentamente, se resguarda no coração. Ficou-me lá e dificilmente sairá. Qual Quinto Império…em tardes de sol dourado, escondendo indícios de um nevoeiro poético.
Por outro lado, realista, mas o recolhidamente sensível para ser permeável a uma visão optimista que ora me acolhe, ora me repela. É um reumatismo que se vai apoderando de gestos outrora dinâmicos. Enfim, fica a saudade – essa pomada com sabor a fel. E nas ondas de sal e mel lá continuo eu a navegar a ver se avisto um tal de Mundo…

1 comment:

Anonymous said...

Felizes aqueles que são invadidos por sentimentos nostálgicos; bjs.

Francisco