Sabes que o tempo levou no vento os sorrisos, as palavras e a troca de vidas. Não roubei nada. Apenas guardei o que me deste. Se não quiseste, já é tarde para devolver, quanto mais esquecer o Sol que nos aqueceu; a chuva que atrasou os nossos passos descalços de medos; o frio que acolheu as mãos geladas a tremer em momentos de sonho ou o calor que ferveu naquela manhã de Outono.
Mas será que ainda sentes o soprar desse vento? Serás que sentes que a minha existência é um dia de Outubro explicado em folhas caídas, flores e frutos?
Mas será que ainda sentes o soprar desse vento? Serás que sentes que a minha existência é um dia de Outubro explicado em folhas caídas, flores e frutos?

Não sabes que os teus olhos são o céu do meu andar, as tuas mãos o abraço, teus cabelos nuvens na minha face, o teu corpo o meu ser?!
Talvez seja melhor não saber, apenas sentir...
Esta fórmula ilógica que me ensinaste com números. Restou-me somá-los, multiplicá-los e elevá-los ao teu mundo secreto para obter um resultado positivo. Porém, errado. Um mais um não são dois: aprendi com esse tempo matemático e ingrato.
E o vento continua tão forte que as folhas ameaçam voar, despedaçarem-se e pousarem sobre as minhas pernas nuas para depois delas brotarem flores de todas as cores e cheiros e nascerem frutos de todos os sabores. Vêm os dias, os meses, os anos e contigo a vida, mas continua a ser sempre Outono em dias de Inverno, Primavera ou Verão.


3 comments:
Muito lindo o texto.
Vim para te falar tambem sobre o comentario no meu blog.
nao e preciso ser se pequeno para poder libertar a criança q há em nós.
Bju
Primeira visita!
Texto expressivo.
Um fim de semana iluminado.
beijooo.
Que lindo te texto, adorei, amo poema em que consta o Outono, pra min, é uma estação de renovação, ganhoe perdas...
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