14 September 2008

Olomouc

Pois é, já cá faltava um "postzito" acerca desta terceira cidade checa a acolher-me. Até que se tem safado, enquanto cidade, claro está. Porque ainda me falta descobrir as gentes desta parte da Morávia para lhes sentir o pulso, mas, à primeira vista, não parece que vá ser muito diferente do resto dos seus compatriotas.

Olomouc é, na verdade, arrisco a comparação, uma mescla de Coimbra universitária (a segunda universidade checa foi aqui construída; fundada por um colégio Jesuíta) e de um Alentejo quanto à pacatez.

Sede do arcebispado desta região, esta cidade ostenta interessantíssimos monumentos eclesiásticos, barrocos, góticos ou neo-góticos na sua grande maioria, sendo a Catedral de S. Venceslau o edíficio que se destaca majestosamente, não só pela sua importância, mas também devido ao ecletismo de estilos (Românico; Gótico e Barroco) que ostenta. Mas, no entanto, há também outras atracções, sobretudo para os menos puritanos, nomeadamente os passeios à beira rio ou mesmo no rio (experiência que já conta na minha quilometragem; com direito a barco a remos e tudo. Houve nessa saga marítima inclusive um checo que pensava que eu estava a perceber tudo o que ele me dizia:D Porém, não se tratou de um Ulisses nem eu de uma Calipso, por acaso já ia um Calipo, de preferência de sabor a limão. Não é que esteja muito calor, aliás, e ainda bem que o fluir da escrita me suscitou tal analogia, o tempo aqui mudou radicalmente ontem. Já é Outono por estas bandas, mas aqui parece que tudo começa mais cedo, não fosse também devido ao fuso horário. Terei que me picar num outro fuso para adormecer e conhecer o meu príncipe?! O que vale é que essas estórias já são do arco da velha...).

No entanto, o relógio astronómico que está na câmara municipal é o que mais me atrai na praça principal. A par dessa imponente e notável obra dos tempos do comunismo em que há umas figuras que ao meio-dia em ponto saem para mostrarem aos olhares, cépticos, dos turistas, os martelos e foices, simbolicamente representando o trabalho árduo de outros tempos, podemos encontrar uma maquete da cidade, inédito por estes lados checos. Não poderia também deixar de referir a coluna da Santíssima Trindade, monumento da Unesco, com uma altura de 37 metros, dimensão notável, pois trata-se da maior coluna do Centro da Europa, que tive a oportunidade de ver por dentro, feito prodigioso, dado que está sempre fechada ao público, mas ontem foi dia da Cultura e, portanto, tive que aproveitar a proeza. Diria, mesmo, que escalei Olomouc, tendo em conta as vezes que subi e desci as torres que quase todos os edíficios têm- mania cá da terra, só podexD.

Acabo esta minha primeira divagação, fazendo menção à atmosfera acolhedora, estudantil, própria, para ser mais concisa, que Olomouc deixa transparecer em qualquer deambulação pelas suas ruas e ruelas.

1 comment:

Inesinhaa'' said...

Espero que continue tudo a correr-te pelo melhor!
Quanto a nós por cá só nos resta é ficar com inveja....(lol)
Beijo! ;)